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Cimento em Maio: Vendas Perdidas Construiria Quinze Arenas

Segunda, 27 de Maio de 2019

No mês de maio as vendas de cimento registraram uma queda superior a 20% em relação ao mesmo mês do ano anterior. A greve dos caminhoneiros e a consequente baixa atividade econômica no país foram os maiores responsáveis pelos resultados pífios do mês. Em maio de 2017 foram comercializados cerca de 72 milhões de sacos de cimento (transformando toneladas em sacos de 50 quilogramas). No mês passado, devido, principalmente a greve dos caminhoneiros, foram comercializados apenas 54 milhões de sacos, uma perda, em vendas e consumo da ordem de 18 milhões de sacos de cimento, ou seja, foram consumidas 900 mil toneladas de cimento a menos que no mesmo mês do ano anterior.

Para se ter uma ideia do volume, no estádio Mané Garrincha de Brasília, que foi a arena que mais consumiu cimento em sua execução, foram consumidas cerca de 62 mil toneladas de cimento para rodar um volume aproximado de 177.000 m³ de concreto. Resumindo as contas, o mercado brasileiro perdeu em vendas e em consumo de cimento, somente no mês de maio, um volume que daria para construir quinze ARENAS do porte do estádio Mané Garrincha. Transformando esse volume perdido em quantidade de caminhões não carregados, com capacidade de carga para 15 toneladas, deixaram de carregar e transitar no país cerca de 60.000 caminhões que, se enfileirados daria para ligar Brasília à Goiânia.

Estádio Mané Garrincha consumiu 62 mil toneladas de cimento.

A queda de 20,3% no mês foi bem distribuída entre as regiões, mostrando que a greve foi forte e uniforme em todos os estados do Brasil. A queda mais significativa ocorreu na região Centro-Oeste com 25,3%, seguida de perto pela região norte com queda de 24,7%, sendo a região sudeste a que menos sofreu, com uma queda 17,5% em relação a maio do ano passado.

As vendas acumuladas no período janeiro-maio de 2018 alcançaram 20,4 milhões de toneladas. Na comparação com idêntico período de 2017 caíram 4,5%. Em 12 meses, as vendas totalizaram 52,4 milhões de toneladas, quantidade 5,1% menor do que nos 12 meses anteriores (junho de 2016 a maio de 2017).

Na comparação por dia útil que é o melhor indicador da indústria por considerar o número de dias efetivamente trabalhados, as vendas de cimento no mercado interno em maio de 2018 apresentaram queda de 19,4% em relação a abril de 2018 e de 16,9% sobre maio de 2017.

Segundo o Presidente do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC), Paulo Camillo, o mês de maio deveria indicar um número positivo, o que já levaria a indústria a um 2º trimestre de crescimento e acrescentou que “Para o mês de junho o problema ainda deve continuar, pois não apenas a venda está sendo impactada, mas toda a cadeia da construção sofreu e ainda sofre com reflexos da greve”.

O setor que projetava o primeiro crescimento em 2018, apesar da fraca atividade econômica, terá que rever essas projeções. A indústria que projetava um crescimento de 1% a 2%, está revendo os números já aponta para uma nova queda para o ano. Além disso, caso a nova tabela de frete divulgada pelo Governo seja considerada constitucional, os custos ficarão ainda mais elevados, já que o frete responde por até 40% do preço final do produto.